A população de boto - vermelho (Inia geoffrensis) está diminuindo 10% ao ano em algumas regiões
da Amazônia. O resultado foi obtido por pesquisas realizadas pelo Instituto
Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), por meio do Projeto Boto, e
divulgadas este mês.
Uma das razões para a redução, segundo os estudos realizados na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (RDSM), seria o aumento da matança para a pesca da piracatinga (Callophysus macropterus), um peixe necrófago conhecido como urubu d'água.
Uma das razões para a redução, segundo os estudos realizados na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (RDSM), seria o aumento da matança para a pesca da piracatinga (Callophysus macropterus), um peixe necrófago conhecido como urubu d'água.
O
Laboratório de Mamíferos Aquáticos (LMA), do Inpa, a Associação Amigos do
Peixe-boi (Ampa) e a Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA) realizarão um
workshop no próximo dia 18 para discutir a situação atual de conservação do
boto vermelho e a matança que esta espécie da fauna aquática vem sofrendo na
última década na Amazônia.
De acordo com a coordendora do LMA e conselheira do Ampa, Vera da Silva, o workshop busca estabelecer um processo que resulte na elaboração de ações efetivas para eliminar essa atividade cruel e insustentável na região;
O projeto
Boto do Inpa iniciou em 1993 com esforços da pesquisadora do Inpa, Vera da
Silva e do Conselho de Pesquisas do Ambiente Natural do Reino Unido (NERC),
Anthony Martin.
Desde a sua primeira expedição, em janeiro de 1992, o
projeto vem crescendo a cada ano e, atualmente, possui uma base de pesquisa,
voadeiras e a presença contínua no campo de pelo menos três pessoas.
O Boto-Vermelho (Inia geoffrensis) assim como o golfinho marítimo e a baleia, é um
mamífero da ordem das cetáceas sendo o maior dos golfinhos de água
doce do mundo. Os machos podem atingir até 2,5 m de comprimento e pesar 180 kg . As fêmeas atingem
mais de 2,10 m
e 100 kg
de peso. Os filhotes nascem cinza, e tornam-se rosados com a idade. Machos
adultos são mais rosados do que as fêmeas devido ao maior porte e pela intensa
abrasão na pele causada por brigas intraespecificas. As nadadeiras peitorais
são grandes e largas, e a nadadeira dorsal é longa e baixa.
Pode ser encontrado em todos
os tipos de rios (água preta, branca e clara), nas bacias dos rios Amazonas,
Orinoco e Beni/Mamoré. Alimenta-se principalmente de peixes e são geralmente
solitários.
Outra principal causa de
mortalidade é a captura acidental nas redes de pesca. Mortes intencionais por
pescadores acontecem eventualmente devido ao comportamento da espécie em
retirar peixes das redes, causando estragos aos petrechos de pesca.
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