segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Pinguins deixam nosso estado


Neste sábado (15), 13 pinguins-de-magalhães encontrados em praias capixabas durante os últimos meses serão soltos em mar aberto no litoral de Anchieta. A expectativa é que as aves dêem início a uma longa jornada de volta à Patagônia, seu habitat de origem.

As embarcações irão sair do Cais de Iriri por volta das 7 horas. Porém, caso haja impedimentos à navegação por conta das condições do mar, o processo de soltura pode ser adiado para domingo ou até que a situação seja normalizada.

Eles comeram sardinhas e, depois de uma hora e meia de viagem e quase 20 quilômetros da praia, os pinguins foram devolvidos ao mar. Essa é a primeira vez que esse tipo de animal marinho retorna ao hábitat natural, no Espírito Santo.


Os primeiros pinguins de Magalhães foram identificados em praias do Norte capixaba e da Grande Vitória em junho de 2011, sendo encontrados em praias capixabas entre junho e setembro deste ano.

O objetivo é que os pinguins aproveitem as correntes marítimas, o que irá facilitar a viagem rumo à Argentina. Todos foram marcados com anilhas de metal e poderão ser identificados durante o percurso por pesquisadores que, eventualmente, os encontrarem.

A ação conta com apoio do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) e do Instituto Brasileiro de Recursos Naturais e Renováveis (Ibama), que também contribuíram dando suporte para um melhor atendimento aos pingüins enquanto estavam no Estado.


A mobilização em prol da conservação dessas aves é uma iniciativa do Instituto de Pesquisa e Reabilitação de Animais Marinhos (Ipram), em conjunto com a Voz da Natureza; o Instituto Jacarenema de Proteção Ambiental (INJAPA); e a Windive.

Reabilitação
Os primeiros pinguins foram identificados nas praias capixabas em junho de 2011. Em anos anteriores, a chegada deles era esperada em meados de julho. Da Patagônia ao Espírito Santo, eles percorrem mais de 3,5 mil quilômetros e muitos chegam cansados, fracos e com ferimentos.

Os animais encontrados foram alojados em um terreno cedido por uma empresa privada, localizado próximo ao Farol de Santa Luzia, em Vila Velha. Neste período, consumiram aproximadamente um quilo de peixe por dia, além de medicamentos como antibióticos e fungicidas.


Pinguim de Magalhães
Os pinguins-de-magalhões (Spheniscus magellanicus) possuem colônias na Patagônia, Argentina, e se alimentam de peixes como anchova e a sardinha. Quando atingem a juventude, sobem a costa do Atlântico em direção ao Norte, seguindo as correntes marinhas em busca de alimento.

Entre os fatores que estão sendo estudados por especialistas para explicar o aparecimento dos pinguins na costa capixaba está o fenômeno La Niña, que influência as correntes, e a pesca predatória, que diminui a oferta de peixes.

No link você tem a reportagem feita pela TV gazeta, com o vídeo:


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