Neste sábado (15), 13
pinguins-de-magalhães encontrados em praias capixabas durante os últimos meses
serão soltos em mar aberto no litoral de Anchieta. A expectativa é que as aves
dêem início a uma longa jornada de volta à Patagônia, seu habitat de origem.
As embarcações irão sair do
Cais de Iriri por volta das 7 horas. Porém, caso haja impedimentos à navegação
por conta das condições do mar, o processo de soltura pode ser adiado para
domingo ou até que a situação seja normalizada.
Eles comeram
sardinhas e, depois de uma hora e meia de viagem e quase 20 quilômetros da praia, os pinguins foram devolvidos
ao mar. Essa é a primeira vez que esse tipo de animal marinho retorna ao
hábitat natural, no Espírito Santo.
Os primeiros pinguins de Magalhães foram identificados em praias do
Norte capixaba e da Grande Vitória em junho de 2011, sendo encontrados em
praias capixabas entre junho e setembro deste ano.
O objetivo é
que os pinguins aproveitem as correntes marítimas, o que irá facilitar a viagem
rumo à Argentina. Todos foram marcados com anilhas de metal e poderão ser
identificados durante o percurso por pesquisadores que, eventualmente, os
encontrarem.
A ação conta
com apoio do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) e
do Instituto Brasileiro de Recursos Naturais e Renováveis (Ibama), que também
contribuíram dando suporte para um melhor atendimento aos pingüins enquanto
estavam no Estado.
A mobilização
em prol da conservação dessas aves é uma iniciativa do Instituto de Pesquisa e
Reabilitação de Animais Marinhos (Ipram), em conjunto com a Voz da Natureza; o
Instituto Jacarenema de Proteção Ambiental (INJAPA); e a Windive.
Reabilitação
Os primeiros pinguins foram
identificados nas praias capixabas em junho de 2011. Em anos anteriores, a
chegada deles era esperada em meados de julho. Da Patagônia ao Espírito Santo,
eles percorrem mais de 3,5 mil quilômetros e muitos chegam cansados, fracos e
com ferimentos.
Os animais
encontrados foram alojados em um terreno cedido por uma empresa privada,
localizado próximo ao Farol de Santa Luzia, em Vila Velha. Neste período,
consumiram aproximadamente um quilo de peixe por dia, além de medicamentos como
antibióticos e fungicidas.
Pinguim de Magalhães
Os pinguins-de-magalhões (Spheniscus magellanicus) possuem colônias
na Patagônia, Argentina, e se alimentam de peixes como anchova e a sardinha.
Quando atingem a juventude, sobem a costa do Atlântico em direção ao Norte,
seguindo as correntes marinhas em busca de alimento.
Entre os fatores que estão sendo estudados por especialistas para explicar o aparecimento dos pinguins na costa capixaba está o fenômenoLa Niña , que influência as correntes, e a pesca
predatória, que diminui a oferta de peixes.
Entre os fatores que estão sendo estudados por especialistas para explicar o aparecimento dos pinguins na costa capixaba está o fenômeno
No link você tem a reportagem feita pela
TV gazeta, com o vídeo:



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